A pessoa por trás da AnyLAI
Luiz Hogrefe
Luiz Claudio Hogrefe · Arquiteto de software · Colônia

Luiz Hogrefe é arquiteto de software em Colônia, na Alemanha. Seu trabalho está onde a arquitetura de software encontra a governança de IA, a interoperabilidade semântica e a evidência digital rastreável, incluindo a arquitetura de passaportes digitais de produto.
A AnyLAI é o lugar onde esse trabalho é desenvolvido e publicado em aberto: um framework, uma demonstração que funciona e textos sobre regulação que um leitor tecnicamente exigente pode abrir, verificar e contestar.
Em resumo
- Nome completo
- Luiz Claudio Hogrefe
- Função
- Arquiteto de software
- Cidade
- Colônia, Alemanha
- Desenvolve software desde
- 2008
- Idiomas de trabalho
- Português, alemão, inglês, espanhol
- Perfil
No que ele trabalha
O fio condutor é o que ele chama de gestão de contexto: garantir que o significado sobreviva quando os dados passam entre sistemas, organizações, idiomas e jurisdições.
Arquitetura de software e de soluções
Fronteiras de sistema, modelos de integração e roteiros técnicos, escritos de modo que possam ser revisados, testados e entregues a outra equipe.
Sistemas distribuídos e cloud-native
Backends em Java e Spring, integração orientada a eventos, Kubernetes e os pipelines de entrega que mantêm tudo isso pronto para ir a produção.
Interoperabilidade semântica
Vocabulários e modelos de dados compartilhados, como o ECLASS e a Asset Administration Shell, para que um campo signifique a mesma coisa nas duas pontas de uma troca.
IA com governança
Arquiteturas em que modelos probabilísticos fazem um trabalho delimitado, enquanto regras determinísticas decidem, registram e podem ser reexecutadas.
Evidência rastreável e passaportes de produto
Proveniência que acompanha os dados, credenciais verificáveis e passaportes digitais de produto que podem ser verificados sem confiar no site de quem os emitiu.
Regulação como requisito de engenharia
Ler textos como o ESPR, o EUDR e o AI Act como requisitos que um sistema precisa cumprir, e não como rótulos para colar nele.
A pergunta por trás do trabalho
Uma pergunta atravessa grande parte deste trabalho: o que acontece com a arquitetura de software quando a própria implementação é cada vez mais automatizada?
O objetivo não é tirar as pessoas do desenvolvimento de software. É entender quais partes do julgamento de engenharia humano precisam se tornar explícitas, testáveis e aplicáveis se a IA puder fazer mais da implementação: para que serve um sistema, quais estados ele nunca pode atingir, o que os seus dados significam e que evidências ele deve a quem depende dele.
O argumento completoMenos programação humana, mais arquitetura humana
Por que a AnyLAI existe
Arquitetura é fácil de descrever e difícil de verificar. Um diagrama num slide ou um princípio num relatório pede ao leitor que confie em quem o escreveu. A AnyLAI existe para que esse trabalho se torne resultados públicos e inspecionáveis, e não uma narrativa abstrata de consultoria.
Ela nasceu de uma pesquisa independente, de 2024 até 2025, sobre interoperabilidade semântica, passaportes digitais de produto e as regras europeias que vão exigi-los. O COADF é um de seus resultados públicos: um framework para construir software assistido por IA sob governança explícita. O AnyDPP é outro: uma demonstração funcional de um passaporte digital de produto cuja evidência se verifica contra a própria credencial. O blog e o Radar leem a nova regulação como requisitos de arquitetura.
Tudo isso se apoia numa única ideia, uma arquitetura de confiança: uma afirmação feita por um sistema deve trazer consigo a evidência que a sustenta, e o leitor deve poder verificar essa evidência sem precisar perguntar ao autor do sistema.
A AnyLAI é um projeto independente de pesquisa e desenvolvimento. Ela não é uma empresa, e nada nesta página é uma oferta. Situação do projeto
Trajetória profissional
Ele desenvolve software desde 2008, primeiro no Brasil e, desde 2014, na Alemanha. A maior parte desses anos foi passada em projetos corporativos em ambientes regulados, no setor bancário, na indústria e na educação, onde uma arquitetura precisa sobreviver a auditorias, sistemas legados e passagens de bastão, e não apenas ao primeiro release.
Os papéis foram do desenvolvimento de backend à liderança técnica e à arquitetura. O que se manteve foi o trabalho de traduzir requisitos complexos, muitas vezes ambíguos, em sistemas explícitos, testáveis e sustentáveis, junto com as pessoas que vão operá-los.
Etapas selecionadas
2008–2014
Desenvolvimento de software no Brasil
Sistemas web de gestão acadêmica, financeira e administrativa em instituições de ensino e da indústria em Blumenau. Bacharelado em Ciência da Computação, FURB.
2014–2016
Berlim e Düsseldorf
Desenvolvimento em Java e protótipos em nuvem privada, depois a liderança técnica dos produtos web e mobile de uma pequena empresa na região de Düsseldorf.
2017–2022
Consultoria corporativa na Sopra Steria
Consultor e líder técnico em projetos para clientes do setor bancário e industrial: backends em Java e Spring, revisões de arquitetura, frameworks de teste estruturados, CI/CD e entrega automatizada.
2023–2024
Projetos regulados na msg
Desenvolvimento de backend, gestão de testes e entrega ágil em um projeto num ambiente regulado em Colônia.
2024–2025
Pesquisa independente
Interoperabilidade semântica, passaportes digitais de produto e as regras europeias por trás deles, entre elas o ESPR, as ESRS e o AI Act. O desenho de arquitetura que deu origem à AnyLAI.
Desde 2025
AnyLAI
O framework, a demonstração e os textos deste site, desenvolvidos em aberto paralelamente à sua atividade profissional.
2026
Arquitetura de software na IW Consult
Arquiteto de software sênior em Colônia: análise de arquitetura e de riscos para aplicações corporativas, protótipos em nuvem, documentação arc42 e workshops que transformam requisitos ambíguos em roteiros.
Como ele trabalha
Quatro hábitos, ditos de forma simples. São o lado prático do que o COADF registra como framework.
Arquitetura acima de slogans
Um sistema se descreve pelas suas fronteiras, pelas suas interfaces e pelo que ele se recusa a fazer. Uma afirmação que não pode ser ligada a nada disso ainda não é arquitetura.
Fronteiras determinísticas em torno de partes probabilísticas
Modelos de linguagem são úteis e falíveis. Eles fazem um trabalho delimitado atrás de regras que decidem, registram e podem ser reexecutadas, nunca no ponto em que a decisão é tomada.
Evidência que outra pessoa pode verificar
Um resultado vale o que o leitor consegue verificar sem confiar no autor. Suas fontes, sua versão e a pessoa responsável por ele o acompanham.
Padrões sem aprisionamento
Primeiro os padrões públicos, entre eles W3C Verifiable Credentials, UN/CEFACT e GS1, para que o que ele constrói possa ser verificado, substituído ou entregue a outros sem depender dele.
Trabalho público selecionado
Onde ver o próprio trabalho.
- COADFO Compliance-Oriented AI Development Framework, versão 2.2: oito princípios para construir software assistido por IA sob governança explícita.
- Arquitetura de confiançaConfiança avaliada por atributo, verificação humana por um atestador registrado, padrões abertos que permitem a qualquer pessoa conferir um passaporte e um processamento que fica na UE.
- AnyDPPA demonstração: como documentos brasileiros de exportação se tornam evidência que um comprador, um auditor ou uma autoridade pode verificar.
- O passaporte de demonstraçãoUm passaporte digital de produto que qualquer pessoa pode abrir, com uma assinatura que pode ser conferida contra a chave do emissor publicada.
- Corredor Brasil-UEPrimeira aplicação concreta da arquitetura da AnyLAI
- Do blogGovernança de IA precisa de arquitetura, não de mais uma lista de verificaçãoPolíticas e listas de verificação descrevem como um sistema de IA deveria se comportar. Se ele se comporta assim é a arquitetura que decide: onde a incerteza é representada, que fronteiras ela não pode atravessar e o que o sistema guarda como registro.
Perfil e contato
Luiz Hogrefe no LinkedInO perfil profissional, com a trajetória completa.
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